domingo, 4 de março de 2018

A ESPIRAL DO BARULHO

A ESPIRAL DO BARULHO

Perguntaram-me já algumas vezes se não receio ser boicotado pela elite da raivosa extrema esquerda que abunda nos meios da bioética brasileira. Se não seria tragado pela famosa Espiral do Silêncio, descrita por Elisabet Noelle-Neumann.
Respondi que eu acredito na espiral do barulho! Quanto mais tentam silenciar ou boicotar, mais forte você bate, mais obstinado você caminha e mais liberdade tem para detonar tudo o que não presta. 
Verdade seja dita, graças ao espaço aberto por valentes como o Olavo de Carvalho, hoje ficou até fácil. O mercado rompeu o cerco editorial esquerdista e tornou-se verdadeiramente diversificado.
A série Disbioética, programada para ter quatro ou cinco volumes, é só um breve prefácio, e me preparo há quinze anos para isso. 
Como disse meu Mestre: Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará. 
E como é bom ser livre para falar o que está gritando diante de seus olhos!


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O PROBLEMA DO VALOR - MÁRIO FERREIRA DOS SANTOS

FILOSOFIA CONCRETA DOS VALORES

Mário Ferreira dos Santos

Vê-se claramente que o problema do valor é colocado na filosofia clássica de forma completamente diferente da filosofia dos nossos dias. Para a filosofia clássica, o ser é a essência do valor, é o ser que dá valor, é o ser que essencializa a dignidade das coisas. Uma inversão se dá em nossa época, a qual é bem compreensível, pois estamos atravessando um período em que o homem perde em dignidade e valor. E, nesta época, o ser se desvaloriza ante o homem, humilhado ante o intenso poder opressor das máquinas estatais, o homem é diminuído, desvalorizado, descristianizado pelo poder das forças policiais e opressoras, reduzido a número, reduzido a instrumento, reduzido a utilidade, a meio, a coisa. E ante esse espetáculo de redução da dignidade humana, em que o homem mediocrizado é dirigido por medíocres, guiado por finalidades também medíocres, primário e deficitário, a pergunta sobre o valor estruge terrível, exigente.
É preciso saber se o ser tem valor, e saber também qual o valor do ser. É preciso saber se a essência do ser não é apenas valor. E como o valor se lhe escapa cada vez mais, busca-o desesperadamente, através de especulações, procura-o infatigável, porque dele precisa, dele carece e, sem ele, não sabe como subsistir e suportar o espetáculo que assiste e do qual se torna também intérprete: o espetáculo de um mundo ensandecido, numa farândola desesperada que cresce em velocidade na busca avassaladora de um triste final.


JEAN GUITTON - CITAÇÕES

O TRABALHO INTELECTUAL

Jean Guitton


"Escolhe para ti, como teu livro de cabeceira, o que foi escrito pelo teu adversário mais incisivo, como o foi Montaigne para Pascal, Sêneca para Montaigne. Bom é conservar perto de nós os seres insolentes que fazem despertar as partes fracas de nosso eu e que nos obrigam a procurar argumentos, alguém que vê preto onde nós vemos branco, para que assim avalie-se melhor o que se sabe ou se corrijam as nossas incertezas."

"Precisamos ler os romances para conhecermos o sentido de nossa vida e da vida dos que nos rodeiam, e que o embotamento do quotidiano nos esconde; precisamos lê-los para penetrar em meios sociais diferentes do nosso e para neles encontrarmos, para além da diferença dos costumes, a semelhança da natureza humana; para estudarmos, como se fosse num laboratório, os problemas fundamentais, que são os do pecado, do amor e do destino, e isso de forma concreta e sem as transposições da moral; enfim, para que enriqueçamos a nossa vida com a substância e a magia de outras existências."

Jean Guitton ― de "O Trabalho Intelectual: Conselhos para os que estudam e para os que escrevem"