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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Sugestão de Leitura: A Morte da Humanidade (e a defesa da vida)



Richard Weikart nos alerta em sua obra "The Death of Humanity" acerca dos elementos de nossa cultura que contribuem para a destruição da dignidade humana e do valor da vida em sociedade. Em sua inquietante obra, Weikart disseca, uma por uma, as fontes de ameaça.

Weikart fala do mecaniscismo cientificista, que vê no ser humano nada mais do que uma complexa máquina. Da tendência darwinista de enxergar no ser humano apenas um animal como outro qualquer, e em desenvolvimentos recentes como a estranha bioética de Peter Singer e a militância agressiva - e hipócrita - da PETA. Fala do determinismo genético e das consequências sociais de enxergar no ser humano um mero produto de sua carga genética, e do determinismo social que leva à situação inversa. Fala do hedonismo, e de como tal inclinação, quando elevada à cosmovisão, cai em contradição. Fala do niilismo e do existencialismo, e de como tais tendências levaram ao massacre de incontáveis vidas. Aborda os problemas da eutanásia, do suicídio assistido, do aborto e do homicídio infantil. E, por fim, trata do transumanismo e da eugenia, e de como tal anseio é intrinsecamente incoerente e perigoso.

A obra é uma excelente iniciação aos problemas mais preocupantes do campo da bioética e revela como tal área de estudo está no olho do furacão de diversas transformações sociais que impactarão a vida de todos nós.

Vale a pena ler!

WEIKART, Richard. The Death of Humanity, and the case for life. Washington, DC: Regnery Faith, 2016, 346 p.


sábado, 25 de junho de 2016

Origens da Eugenia e Ameaça à Dignidade Humana

Origens Ideológicas de Crimes Antigos


A idéia mais perigosa do mundo é, como diria Margaret Somerville, a de que não há nada de especial em ser humano. Reduzidos a máquinas utilitárias devotadas ao prazer sensorial, nada resta de digno ou sagrado. Resta somente um monte de carne e o triunfo da vontade e do relativismo.

Tais idéias permitiram a esterilização forçada de centenas de milhares mundo afora e o genocídio friamente programado de milhões de "comedores inúteis". E tais idéias tantas vezes foram premiadas com prêmios internacionais ou reputadas como poderosas imagens do progresso científico da humanidade.



Nas palavras de Charles Darwin:

Entre os selvagens, os fracos de corpo ou mente são logo eliminados; e os sobreviventes geralmente exibem um vigoroso estado de saúde. Nós, civilizados, por nosso lado, fazemos o melhor que podemos para deter o processo de eliminação: construímos asilos para os imbecis, os aleijados e os doentes; instituímos leis para proteger os pobres; e nossos médicos empenham o máximo da sua habilidade para salvar a vida de cada um até o último momento... Assim os membros fracos da sociedade civilizada propagam a sua espécie. Ninguém que tenha observado a criação de animais domésticos porá em dúvida que isso deve ser altamente prejudicial à raça humana. É surpreendente ver o quão rapidamente a falta de cuidados, ou os cuidados erroneamente conduzidos, levam à degenerescência de uma raça doméstica; mas, exceto no caso do próprio ser humano, ninguém jamais foi ignorante ao ponto de permitir que seus piores animais se reproduzissem. 

Saiba mais:

WIKER, Benjamim. Darwinismo Moral: Como nos tornamos hedonistas. São Paulo: Editora Paulus, 2011.

CARVALHO, Olavo de. Por que não sou fã de Charles Darwin. Diário do Comércio, 20 de fevereiro de 2009, Internet, http://olavodecarvalho.org/semana/090220dc.html